Episode 86 · The Love of the Heart of Jesus

É do Pão Eucarístico que o Sacerdote Tira a Força de Cada Dia

August 27, 2026 · 1 min

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Marmion admite algo raro de se ouvir: há sacerdotes fracos de temperamento. E responde que a força não vem do temperamento, mas de Deus, pelo sacramento. Como Elias, que comeu o pão do anjo e caminhou quarenta dias até o monte de Deus, é do pão eucarístico que o sacerdote tira a força de cada dia.

"Não és tu que irás me transformar em mim como teu alimento material; mas és tu que te transformarás em mim." — Santo Agostinho.

O Beato Columba Marmion faz nesta meditação uma pergunta muito concreta: quais graças cada comunhão traz à alma? Não a Eucaristia em geral — cada comunhão, a que se fez no domingo passado e a que se fará no próximo. Ele escreve para sacerdotes, mas o que descreve acontece na alma de todo aquele que comunga. E parte de uma comparação simples: o alimento comum é assimilado e vira parte de quem come; o pão eucarístico age de modo semelhante, mas em sentido contrário. Não mudamos Jesus Cristo em nós — é Ele, o alimento de vida, que nos transforma nele.

▸ O alimento que transforma quem o come — o primeiro efeito sacramental ex opere operato da Santa Comunhão é o crescimento da graça santificante, que nos torna, a cada comunhão bem feita, mais deiformes: Efficiamini divinae consortes naturae (2Pd 1,4). E a caridade habitual se torna fervorosa, operando o que São Tomás chama de uma transformação do homem em Cristo pelo amor.

▸ A força dos fracos — o pão dado a Elias no deserto para reanimá-lo em seu desencorajamento era figura da Eucaristia: ele caminhou na força daquele alimento até o monte de Deus. Fracos ou enérgicos por temperamento, a todos este sacramento comunica a força que vem de Deus — fortitudo fragilium, remédio para a nossa fraqueza, e perdão das faltas veniais das quais a alma já se desprendeu.

▸ A alegria e a promessa — um efeito muito pouco lembrado da Eucaristia é a alegria espiritual, que não é consolação sensível, mas a esperança que fez São Paulo transbordar de alegria no meio da tribulação e deu aos mártires poder cantar em meio ao suplício. E o efeito último: a comunhão nos dá o penhor da glória futura, preparando-nos para o festim celeste no reino do Pai.

Marmion escreve que pode acontecer que a nossa fé esteja sem luz sobre as maravilhas da Eucaristia — e que, mesmo assim, quem crê firmemente na realidade do dom vê operar-se em si uma transformação lenta e segura. É desse pão que o sacerdote tira a força de tudo o que faz no resto do dia: o ofício divino, a meditação, o ministério, o devotamento sob todas as formas. Rezar pelos sacerdotes é pedir que essa fonte não lhes falte — porque é da força deles que vive o povo que eles alimentam.

Após a meditação, rezamos juntos a Oração a São José pela Santa Igreja, composta pelo Papa Leão XIII. E ao final, recebam a bênção de Deus.

🙏 O Amor do Coração de Jesus é uma jornada semanal de oração e reflexão sobre o sacerdócio, transmitida ao vivo toda quinta-feira. Uma oferta do Apostolado Oblatos de Cristo Redentor.

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