Oremos pelo Papa Leão XIV: Intenção de Oração — Junho 2026

Trinta dias de oração pelo Santo Padre, o Papa Leão XIV. Carta de abertura do mês de junho de 2026.
Oremos pelo Papa Leão XIV: Intenção de Oração — Junho 2026

Ao Povo de Deus e a todos os homens de boa vontade,

Começamos hoje um mês inteiro de oração pelo Santo Padre. Trinta dias diante de Deus, oferecendo nossa jornada espiritual de oração por aquele que Cristo escolheu, em nosso tempo, para apascentar o seu rebanho. Cristo entrega ao Papa, por meio da sua Igreja, o ofício mais delicado e mais pesado que existe sobre a terra — e nos pede que rezemos por ele. Não como gesto formal, mas como filhos que sustentam o pai espiritual recebido de Deus. É a isso que somos chamados em junho.

À margem do lago de Tiberíades, depois da Ressurreição, Jesus pergunta a Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?" Ele responde: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Jesus diz: "Apascenta os meus cordeiros". Pela segunda vez Jesus pergunta-lhe se o ama, e à resposta afirmativa recebe o mesmo mandato: "Apascenta as minhas ovelhas". Pela terceira vez Jesus pergunta-lhe se o ama, e Pedro entristece-se e diz: "Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo". Jesus confirma o mandato: "Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21,15-17). Eis a vocação de Pedro: amar a Cristo mais do que todos e apascentar as ovelhas do mundo — crentes e não crentes. Anos antes, em Cesareia de Filipe, Cristo prometera a Pedro: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela" (Mt 16,18). Na noite da Ceia, antevendo a queda, antecipara: "quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos" (Lc 22,32). Depois dessas palavras, houve a negação tríplice. Mas a escolha de Cristo não se anula na queda do escolhido. É Deus quem escolhe, é Deus quem vocaciona e confere a Pedro o ministério; e a graça recebida pede a fidelidade e o amor do escolhido.

O ministério petrino atravessa os séculos sem se interromper. Em 8 de maio de 2025, na varanda da Basílica de São Pedro, a Igreja recebeu o ducentésimo sexagésimo sétimo Sucessor daquele pescador. Sua Santidade o Papa Leão XIV nasceu Robert Francis Prevost em Chicago, em 1955. Agostiniano de formação, foi missionário no norte do Peru e bispo de Chiclayo antes de ser o primeiro Papa norte-americano da história. A escolha do nome — Leão — não é detalhe: ecoa Leão XIII, que com a Rerum Novarum enfrentou em 1891 a questão social aberta pela revolução industrial. O nome anuncia o programa: enfrentar com a luz do Evangelho os desafios do tempo presente.

E os pesos que recaem sobre os ombros do Santo Padre são reais. Como Cristo, o Papa sofre pela Igreja e por cada povo — e desse sofrimento brota sua palavra para confirmar a Fé (depositum fidei), para defender a vida e a dignidade da pessoa humana. Há guerras em curso em diferentes regiões do mundo, que desgastam povos inteiros. Há a fome — escândalo de uma humanidade que produz alimentos em abundância e ainda assim condena milhões à fome. Há a migração, o sofrimento de famílias arrancadas de suas terras pela violência, pela miséria ou pelo desespero, batendo às portas de um mundo que muitas vezes responde com indiferença e desprezo. Há a inteligência artificial, novíssima questão antropológica que toca o sentido do trabalho humano, da verdade, da própria dignidade da pessoa. Há a unidade da Igreja, ameaçada pelos ventos da divisão e das tentações de cisma. Cristo orou para que Pedro confirmasse os irmãos na fé, "para que todos sejam um" (Jo 17,21) — e é esse pedido do Senhor que o Sucessor de Pedro carrega cada manhã.

Diante de tamanho peso...

V. Oremos pelo nosso Santo Padre, o Papa Leão XIV.
R. O Senhor o conserve, lhe dê vida e o torne feliz na terra, e não o entregue em poder dos seus inimigos.

Ó Deus, que na vossa Providência quisestes edificar a vossa Igreja sobre São Pedro, chefe dos Apóstolos, fazei que o nosso Papa Leão XIV, que constituístes sucessor de Pedro, seja para o vosso povo o princípio e o fundamento visível da unidade da fé e da comunhão na caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

No caminho para o Calvário, um homem que vinha do campo, Simão de Cirene, foi obrigado a carregar a cruz de Jesus (cf. Mc 15,21). Não retirou a cruz do Senhor — caminhou sob ela junto. É o que somos chamados a ser: cireneus do Santo Padre. Não levamos a cruz que é dele; levamos os passos sob ela. Unidos no firme propósito, ofereçamos a Deus, neste mês, nossas boas obras pelo Santo Padre — o Rosário, o Terço da Misericórdia, a Adoração Eucarística, a Santa Missa, os nossos pequenos sacrifícios diários. No dia 29 a Igreja celebra a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Que São Pedro, primeiro entre os Apóstolos, sustente em nossos dias aquele que herdou suas chaves.

Fraternalmente em Cristo,

Diácono Mario Cardoso